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A oficina
Enrolando Uma
História tem
como finalidade desenvolver a criatividade e a imaginação dos
alunos, através da construção artesanal de bonecos de pano e do
desenvolvimento de uma história com
esses personagens. Como os bonecos principais da
história são
feitos por todos os alunos, o trabalho busca, através dessa
atividade cooperativa e organizada, expor os benefícios do trabalho
em equipe e como os seus resultados podem ser gratificantes a
todos.
Os materiais utilizados são de fácil acesso e constam
principalmente de reaproveitamento de sobras têxteis,
preferencialmente malhas. Favorecendo a consciência da reciclagem e,
portanto, da ecologia.
Além disso, há a inserção das
histórias desenvolvidas (uma pequena
história de cada
personagem e a história geral
desenvolvida pelos alunos e os professores), com imagens e texto,
numa página da internet (Blog).
Todo o processo do
Enrolando Uma
História visa,
através dessa dinâmica, enriquecer as relações humanas.
Os
bonecos e histórias deste blog foram desenvolvidos nas instalações
do Sesc Pinheiros.
Então vamos a
história! |
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Aninha e Moskowisk, o grande casal de bailarinos, ela
brasileira, ele russo, se apresentam no Municipal. Eles dançam a
peça "A Aranha Namoradeira" (não confundir com "caranguejeira").
Essa coreografia é muito difícil e exige a atenção total dos
bailarinos. Aninha e Moskowisk são casados e se conheceram numa
apresentação.

Reparem a graça dos
bailarinos, seus movimentos precisos e a leveza de seus corpos,
realmente um espetáculo maravilhoso! Reparem, também, no cenário da
peça, bem ao estilo de Aninha, com elementos que parecem sonhos!
Aliás, vejam os detalhes da aranha mecânica que enriquece o cenário,
parece real! Ou será que é mesmo?

A
platéia está muito entusiasmada com o balé! Podemos ver que o
professor Betinho, que faz parte da SOSACI (Sociedade de
Observadores de Saci) está presente! Também não deixaram de
comparecer as encantadoras Joana, aluna de Betinho e Mariana Denis,
uma jovem que faz parte da alta sociedade.

Mas o que é isso! De repente, do nada, uma aranha
verdadeira, com lacinho na cabeça e tudo, aparece no teatro! Ela
começa a se aproximar da aranha mecânica que faz parte do cenário do
balé...

Pânico geral no teatro! Todos
correm da aranha ameaçadora! Inclusive, é bom lembrar que no
desespero, muitos esqueceram de sair pelas portas de emergência.
Isso acontece porque o pessoal não presta atenção nos avisos e nas
normas de segurança do teatro! NÃO façam como eles!

Na confusão, Mariana Denis e Joana entraram em estado
catatônico, coitadas...

Foi nesse
momento que Betinho, num ato de bravura desmedida, tentou se
aproximar da aranha e entender o que ela queria. Não imaginam a
surpresa do professor quando descobriu que a outra aranha não era
"mecânica" e sim tão vivinha quanto a aranha invasora! Betinho deu
meia volta e se juntou ao grupo em pânico, contribuindo com seus
gritos também!

Foi nesse momento que
nosso herói, o Super Jorge, ouviu os gritos de socorro e se dirigiu
ao teatro. O pouso dele não foi dos mais "perfeitos", mas o pessoal
no teatro não estava muito preocupado com isso. Talvez, Moskowisk
tenha sentido vontade de fazer alguns comentários sobre a
performance do herói, mas acabou deixando para lá...

Super Jorge fez sua pose de super-herói e confrontou
as aracnídeas! Betinho se escondeu atrás do herói e ficou observando
a cena.

Super Jorge deu uma bela
repreendida nas aranhas. Disse que aquilo não se fazia, era um crime
desrespeitar a paz e a ordem, e assustar os cidadãos da cidade!

As aranhas acharam aquele papo muito
meloso e ensaiado! Resolveram, então, partir para a ignorância,
atacando nosso herói simultaneamente!

Betinho viu que a situação estava feia até para
super-heróis e resolveu, como simples mortal que era, dar no pé
novamente!

Foi então que Betinho se
lembrou que era alienígena e que tinha o poder de se conectar
telepaticamente com qualquer animal. Foi assim que o professor
descobriu as verdadeiras intenções das aracnídeas...

Ora, ora, as aranhas eram apenas namoradas! Ela se
chamava Maria Clara e era uma aranha namoradeira (não caranguejeira,
heim?) e ele era Aranho, cenário de peças teatrais e bailarino
profissional.

Super Jorge ficou muito
agradecido pela ajuda de Betinho. Que fique entre nós: se não fosse
a ajuda do professor, creio que nosso herói ficaria com algumas
costelas quebradas!

Bem, depois que toda
a confusão foi resolvida, o balé pode continuar! Maria Clara também
ficou na platéia e assistiu a performance de seu namorado. Super
Jorge também insistiu em participar da apresentação, mesmo não tendo
ensaiado, resultado: uma cotovelada na boca do estômago de Aninha e
uma bota na cabeça de Joana!

Fora isso,
a peça foi muito boa...

...e os
bailarinos foram bastante aplaudidos!

Agora me expliquem uma coisa: porque estavam todos
com medo das aranhas e nem se preocuparam com a cobra que também
assistia ao espetáculo? Acho que isso é uma das coisas que a gente
nunca vai entender...
FIM |
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AGRADECIMENTOS Queremos
agradecer a Janaína (a Jana), Helena, Márcia, Cícera, Cristine,
João, Nilva, Marcos e todo o pessoal do Sesc Pinheiros. A ajuda de
vocês foi fundamental para o sucesso do
Enrolando Uma
História.
Também,
queremos agradecer a todos que participaram da oficina. À vocês,
nosso muito obrigado!

QUEM
SOMOS Marcia Brito Artista plástica,
fundadora do atelier Caixadagua33, arte-educadora e pesquisadora em
cultura popular brasileira. Formada em geografia na Faculdade
Estadual de Londrina em 1972, especializou-se em arte e
arte-educação através de diversos cursos em instituições como
FUNARTE, SESC, MAM (Museu de Arte Moderna) e MUBE (Museu Brasileiro
de Escultura).
Carlos Relva Artista plástico,
publicitário e designer gráfico. Formado em Publicidade e
Propaganda pela Unip, Modelagem e Animação em 3D pela Virtual Design
e Desenho e História da Arte
pelo SESC, também participou de diversos cursos de desenho
artístico, publicitário e animação. Também faz parte do atelier
Caixadagua33.
Para maiores informações e contato
acessem: www.caixadagua33.com
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